quarta-feira, 4 de abril de 2012

A grande catástrofe não virá de fora.


A grande catástrofe não virá de fora.
Ela já está dentro, como semente cinzenta, nos corações dos que não vêem o brilho real além das aparências.
Ela é esse medo infeliz da morte, mesmo com a pessoa sabendo que não morre!
Ela é esse olhar radical dos escolhidos new age, separando o joio do trigo místico que inventaram.
Ela é a viajada na maionese psíquica de se achar acima da humanidade normal.
El...a é a fuga da realidade e a covardia de não tentar ser feliz, aqui e agora!
Ela é a inércia milenar de sempre esperar a salvação vinda de fora de si mesma, seja por parte de um mestre ou de um extraterrestre qualquer.
Ela é a masturbação psíquica de não saber transar com a vida presente. Ela é o que faz as pessoas olharem somente para fora.
A grande catástrofe é não conhecer a si mesmo!
O grande maremoto é o das emoções pesadas, que acalentamos em nossos corações e que destroçam as praias de nosso equilíbrio vital.
O grande asteróide-chupão é aquele medo danadinho, que CHUPA todo bom senso de dentro do céu de nós mesmos.
O grande terremoto está em nossas mentes; são os pensamentos negativos que fazem as placas tectônicas da nossa autoestima se chocarem, causando a destruição de nosso discernimento.
Sem amor e discernimento na consciência, tudo parecerá catástrofe, dentro ou fora do corpo, na Terra e além...
Talvez por isso, do centro de sua sabedoria serena, Buda tenha ensinado o seguinte: "Abaixo da iluminação, só há dor!"
Sim, ele estava certo. Sem a iluminação interior, o resto é o olhar cheio de trevas para a vida, seja o passado, o agora, ou o amanhã.
Oxalá todos nós despertemos coletivamente nessa luz do entendimento e da paz; para consertarmos as coisas e devolvermos o equilíbrio à nossa Mãe Terra, que merece todo nosso respeito, admiração e agradecimento.
Que me perdoem os apocalípticos de plantão, mas sou mais pela sabedoria da vida.
Sou um espírito e sei disso! E não há nada que possa mudar isso.
Que o futuro venha, como deve ser!
Que as culpas do passado sejam esquecidas e perdoadas; que fique só o aprendizado, para não haver repetição.
E que o presente seja o que ele é: um presente.
Na carne ou fora dela, na Terra ou além, sejamos felizes, aqui e agora, como deve ser!
Paz e Luz.
Wagner Borges.

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